domingo, 18 de junho de 2017

PSOL ADMITE INTEGRAR FRENTE DE OPOSIÇÃO, DESDE QUE O DEM NÃO FAÇA PARTE DA COLIGAÇÃO

Secretário geral do partido no Amapá, deputado estadual revela que prioridade para 2018 é eleger dois deputados estaduais e um federal, mas não descarta concorrer ao Senado



Em entrevista concedida neste sábado ao programa Togas&Becas (DiarioFM 90.9), ancorado pelo advogado Helder Carneiro, tendo na bancada os também advogados Wagner Gomes e Evaldy Mota, o secretário geral do PSol no Amapá, deputado estadual Paulo Lemos, admitiu que o partido pode integrar uma frente de oposição para disputar as eleições de 2018, mas condiciona essa participação à não participação do DEM na coligação. Ele revelou que a prioridade do PSOL é eleger pelo menos dois deputados estaduais e federais, mas não descartou uma candidatura própria ao Senado.

A declaração de Paulo Lemos foi em resposta ao empenho que está sendo feito por lideranças do PSB no estado, em especial o senador João Capiberibe e o ex-governador Camilo Capiberibe para que os partidos de esquerda se unam em uma coalisão para se que contraponha às forças da situação, lideradas pelo PDT comandado pelo governador Waldez Góes. “Inclusive a gente já está dialogando, mas temos uma vinculação muito forte com o prefeito Clécio, pois participamos ativamente de sua reeleição por entendermos que essa gestão tem parte da ideologia que o partido busca; entretanto, com relação ao senador Davi (DEM), logicamente não podemos fazer composição no que diz respeito ao partido, apesar de que a gente tem conversa sim, a realidade do Amapá é diferente de outros estados; todos nós aqui somos às vezes amigos, convivemos com outras pessoas, mas o lado partidário é diferente, a ideologia diferente”, analisou.

Paulo Lemos ponderou que há necessidade de uma avaliação profunda do quadro político para uma posterior tomada de posição: “Temos que avaliar primeiro que o PSol precisa pelo menos manter o seu espaço que é nosso mandato e necessariamente buscar eleger um deputado federal, considerando a legislação que vem ai, a cláusula de barreira que leva em conta o espaço na Câmara (dos Deputados), o fundo partidário, por exemplo; a prioridade é reeleger o nosso mandato e mais dois deputados estaduais, só ou coligado com algum partido e garantir eleição de um deputado federal; essa é a nossa realidade, é até onde temos pernas pra ir; mas também estamos avaliando uma candidatura ao Senado dentro do próprio partido ou apoiar uma frente de partidos”.

O deputado não descartou uma eventual coligação com o PSB, mas ele lembrou que o PSol faz parte da base aliada do prefeito Clécio Luís (Rede): “Não digo que não vamos ter dialogo com o PSB, esse diálogo está aberto sim; precisamos ter conversas, diálogos; o mais difícil é com esse grupo que governa o estado, porque somos declaradamente opositores, respeitando, claro, mas é muito difícil conversar pensando em coligação para as eleições do ano que vem; com o PSB podemos conversar, mas temos uma aliança muito forte com o senador Randolfe e o prefeito Clécio, com quem temos garantido o nosso espaço na gestão, espaço politico e vários tipos de apoiamentos, por isso o PSB sempre vai dialogar com o Clécio e o Randolfe”.


(Texto e imagem: Jornal Diário do Amapá)









Nenhum comentário:

Postar um comentário