domingo, 21 de fevereiro de 2016

CONSUMIDORES DE ÁGUA MINERAL DO AMAPÁ CORREM RISCOS DE SAÚDE



A água que o consumidor amapaense está pagando e tomando como se fosse mineral pode ser de outra origem menos nobre, tal como de um poço artesiano qualquer! Isto porque a água mineral  que é vendida no Amapá não tem regulamentação na sua distribuição e nem fiscalização adequada que comprove a qualidade do produto.  As suspeitas deste tipo de fraude não é de agora, mas nesta semana a discussão foi reacendida depois que a Policia Militar recebeu uma denúncia anônima de que um homem estaria vendendo água retirada de poço e vendendo como se fosse água mineral. O homem foi conduzido ao Ciosp do Pacoval e após uma perícia nos garrafões ele foi liberado, embora tenham sido encontrados com ele lacres e tampinhas de garrafões.



Esse mercado é acompanhado pela Unidade de Vigilância em Produtos para o Consumo Humano da Vigilância Sanitária, órgão subordinado à Secretaria de Saúde do Estado. A denúncia de que um comerciante vendia água de poço como se fosse mineral em Macapá acelerou o processo que busca a criação de regras de comercialização.



O Estado do Amapá não possui uma lei própria que regulamente a distribuição da água que é vendida pelas fábricas e consórcios de água mineral. Hoje, qualquer pessoa que queira distribuir a água que é envasada por três fabricas devidamente cadastradas no estado, não tem a obrigação de ter uma empresa formalizada, é o que afirma a Vigilância Sanitária.



O que se vê pelas ruas da cidade são carros com as carrocerias cheias de garrafões de água circulando livremente, distribuindo os produtos para mercantis e supermercados da capital e até mesmo para o consumidor final.



                “Aqui no Amapá é essa promiscuidade de que qualquer pessoa pode ir na fábrica e comprar a água. As fábricas dizem que têm esse controle de pessoas que vão comprar a água lá, mas nós vamos desenvolver alguns mecanismos para classificar quem é que pode comprar e comercializar e como vai comercializar. Se tem caminhão próprio, se é regularizada e se passou pela inspeção da Vigilância Sanitária”, adiantou o coordenador da unidade, Ivan Ramos.



Segundo ele, o caso que aconteceu nessa semana, onde um homem estaria, supostamente, comercializando água mineral falsa, é muito comum em outros estados, e no Amapá existem várias denúncias.



“Nós já estamos com um esboço de uma norma para complementar a da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa). Hoje eu fiz contato com proprietários das indústrias de água daqui do estado, para que na semana que vem possamos elaborar alguns mecanismo no controle dessas vendas”, explicou o coordenador.



Ele disse que dentro dessa regulamentação serão observadas algumas normas referentes ao controle de qualidade, armazenamento na distribuidora, controle no transporte e controle de qualidade até o destino final da água.



O CASO DA ÁGUA FALSA


Na quinta-feira, 18, a Policia Militar recebeu uma denúncia anônima de que um homem estaria vendendo água retirada de poço e vendendo como se fosse água mineral. O homem foi conduzido ao Ciosp do Pacoval e após uma perícia nos garrafões ele foi liberado. Foram apreendidos com ele lacres e tampinhas de garrafões.



Em uma publicação na sua página do Facebook, o acusado diz que é inocente e que as acusações contra ele não tem fundamento. O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil que aguarda laudo da Polícia Técnica.



(Texto: Ivan Lopes/Seles Nafes)

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