sábado, 4 de dezembro de 2021

NESTE 2 DE DEZEMBRO COMPLETOU 3 ANOS DO DESAPARECIMENTO DO AVIÃO COM O PILOTO MOITA E 7 INDÍGENAS

Piloto Jeziel Barbosa de Moura, o Moita. 

Indígenas Tiriyó 

Há exatamente três anos o piloto Jeziel Barbosa de Moura, conhecido por “Moita” e mais sete pessoas de uma família de índios Tiriyó desapareceram no avião monomotor, de prefixo PT-RDZ, na Floresta Amazônica. Desde então, os familiares dos desaparecidos sofrem com o sentimento de saudades, aflição, dúvidas e às vezes de revolta, pois acreditam que as autoridades poderiam ter feito um esforço maior para encontrar as vítimas do acidente.  

Moita, conhecidíssimo piloto da região, fez a última comunicação às 12h06min do domingo, 2 de dezembro de 2018. A viagem foi contratada pelos indígenas para fazer o trajeto entre a aldeia Matawaré, no Parque do Tumucumaque, e o município amapaense de Laranjal do Jari, no Amapá. 

25 minutos após sair da aldeia, Moita disse a outro piloto da empresa que precisaria fazer um pouso de emergência. Ele relatou que estava sem visibilidade e achava que tinha perdido um cilindro e havia óleo sobre o para-brisa. Foi a última comunicação do piloto que era esperado naquele domingo para mais um almoço em família.

A aeronave pilotada por Moura transportava uma família de cinco integrantes – Pantia Tiriyó, professor indígena de 31 anos, a esposa Pansina Tiriyó, 28, e os três filhos deles Crisciane, 14 anos, Cristiano, 5 anos, e Carlos, de 3 – e outras duas pessoas da mesma aldeia, Sepi Akuriyó, de 55 anos, e seu genro Jesaraja Tiriyó, de 30 anos.


Uma das desaparecidas, Sepi Akuriyó se dirigia a Laranjal do Jari para provar ao INSS que estava viva. Ela era a única falante da língua nativa dos Akiriyó, cerca de dez pessoas oriundas do Suriname que vivem em Matawaré, no oeste do Amapá. Ali formaram família com os Tiriyó, cuja língua passou a ser falada por todos os habitantes da aldeia.

 

A aldeia Mataware, de onde o avião desaparecido saiu, fica numa região de difícil acesso e o transporte aéreo é a única forma de se chegar as aldeias. Em função da geografia da região, a maior parte do trajeto é feito em território paraense, pela cidade de Almeirim.


Ivan Lopes, da Redação do TV




 

 

 

 


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